A revolução Digital no Chile

Na semana passada, tive o prazer de participar de uma excelente conversa sobre o futuro da economia digital do ponto de vista chileno durante o lançamento do relatório OVUM: “7 Recomendações de Políticas Públicas para Atração de Investimentos na América Latina na Revolução Digital”. O evento incluiu a Fundação Pais Digital e DirecTV Chile – os maiores agentes no ecossistema digital do Chile, e a recém anunciada Subsecretária de Telecomunicações, Pamela Gidi. Nos reunimos para intercambiar nossas visões e expectativas sobre a revolução digital no Chile.

Representantes do governo Chileno, AMCHAM Chile (Câmara Chilena Norte-americana de Comércio), a Fundação Pais Digital, e do Conselho de Infraestrutura, além de operadoras da TELCO e empresários, participaram ativamente de uma conversa animada e profunda sobre como a velocidade com que a transformação para um cenário tecnológico convergente está moldando o cotidiano dos consumidores/usuários e, como conseqüência, o modo como as políticas públicas são formuladas.

O debate é extremamente importante para o Chile neste momento, já que o novo governo de Sebastian Pinera, que assumiu o cargo o passado 12 de março, se propõe implementar um programa político com forte ênfase no crescimento e no posicionamento competitivo do Chile no cenário global.

Como em outros lugares da América Latina, nosso setor desempenha um papel fundamental em revelar oportunidades criadas pela economia digital, e o Chile não é exceção. As grande perguntas são: como criar um ambiente positivo para a revolução digital e seus catalisadores? Como atrair investidores estrangeiros? Como preencher a lacuna de infraestrutura em uma região geograficamente desafiadora? E, finalmente, como fazê-lo enquanto a mudança está acontecendo todos os dias e o futuro já está aqui?

Concorrência parece ser a palavra-chave. A convergência dos serviços de comunicação desafia todos os dias aos agentes a se reinventarem a si mesmos e aos seus produtos, criando novos modelos de negócios, novos players e serviços. A colaboração entre os setores público e privado é fundamental para criar um ambiente que fomente a concorrência saudável necessária para desencadear o potencial desta revolução. Esta não é uma tarefa fácil. Para incentivar o investimento em inovação é importante estabelecer um marco regulatório moderno, horizontal eque permita que mais agentes concorram com igualdade de condições, oferecendo serviços e produtos mais diversificados aos consumidores. O debate sobre a modernização regulatória deve ser elevado a nível regional para garantir consistência, previsibilidade, mais ciclos de inovação e melhores preços globais. Esses elementos ajudarão a criar um mercado digital regional. A eficiência e a previsibilidade são fundamentais para todos os investidores, especialmente os estrangeiros, que se sentiriam incentivados a trazer ao mercados uma abordagem de longo prazo.

Quando a AT&T começou como uma startup há 142 anos, ela tinha um produto claro para oferecer e pouquíssimos clientes, tudo começou com o telefone. Hoje, 11 anos após o lançamento do primeiro iPhone, conectamos experiências, vidas, histórias, casas, veículos e esperamos sacudir ainda mais o mercado com uma pergunta: o que os nossos clientes desejam para amanhã? Eu imagino que a resposta será ainda mais emocionante que a pergunta.

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